Especialistas Internacionais da área de Medicamentos reunidos em Maputo

Maputo, 22 de Agosto de 2017 – Especialistas de 13 Países da Região Africana da Organização Mundial da Saúde (OMS/AFRO), estão reunidos, em Maputo, até ao próximo dia 24 de Agosto, num seminário para rever as principais conclusões da avaliação sobre a monitoria do consumo de antimicrobianos em África

Trata-se de especialistas do Botswana, Burkina Faso, Burundi, Costa do Marfim, Etiópia, Gana, Moçambique, Quénia, República do Congo, República Democrática do Congo, Tanzânia, Senegal e do Zimbabwe, bem como peritos da OMS, os parceiros e os doadores que, durante três dias, irão também avaliar as diferentes abordagens para a integração da monitoria do consumo de antimicrobianos nos Planos de Acção Nacionais da Resistência Antimicrobiana. Durante o encontro serão igualmente apresentadas as actividades da OMS relacionadas com o uso de antimicrobianos, nomeadamente a avaliações sobre o seu uso, sobre os preços e a sua disponibilidade.

A questão da resistência aos antimicrobianos constitui prioridade para a OMS. Neste âmbito e através da resolução da 68ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde (AMS) de 2015, a OMS exortou os Estados Membros a elaborarem os seus Planos de Acção Nacionais de combate à Resistência Antimicrobiana. Para o efeito o Escritório da Região Africana da OMS já capacitou 110 técnicos de 25 países, incluindo de Moçambique, no desenvolvimento destes planos para a prevenção e a contenção da resistência antimicrobiana, usando uma abordagem “One Health“ que abrange a saúde humana, animal e ambiental.

Na Região Africana da OMS, o uso irracional de antimicrobianos e a falta de controlo e de prevenção da disseminação de infecções bacterianas, tanto nos hospitais como na comunidade, são os factores mais importantes que estão na origem da resistência antimicrobiana. A insuficiente capacidade diagnóstica e a falta de novos antimicrobianos, bem como a fraca higiene e condições ambientais também são responsáveis por esta situação.

Em nome da Ministra da Saúde, a Chefe do Departamento Farmacêutico do Ministério da Saúde, Dra Tânia Sitoie, discursando na cerimónia de abertura da Oficina de Trabalho, afirmou que “garantira disponibilidade rápida de medicamentos de qualidade, seguros e eficazes aos cidadãos, com um custo sustentável aliado ao seu uso racional, são objectivos que devem estar alinhados e compatíveis, pois funcionam como indicadores sociais, de justiça e de equidade na qualidade dos serviços de saúde”.

Por seu turno a Representante da OMS em Moçambique, Dra Djamila Cabral, lembrou que a situação nos países é complexa, e lançou um vigoroso apelo no sentido de se prestar uma atenção especial a esta problemática pois ”Nos próximos anos, a luta contra a resistência antimicrobiana vai ter uma influência na melhoria do estado de saúde das nossas populações por um lado e será fortemente dependente do fortalecimento dos Sistemas de saúde e das suas capacidades, por outro lado,”.

Este seminário foi organizado pela OMS em colaboração com o Ministério da Saúde da República de Moçambique.

FIM/

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