Cheias em Moçambique: resposta humanitária e de saúde em curso

Maputo, Fevereiro de 2026 - As cheias continuam a afectar centenas de milhares de pessoas nas regiões sul e centro de Moçambique. De acordo com informações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), actualmente mais de 720 000 homens, mulheres e crianças foram impactados pelas cheias em todo o país. Cerca de 100 000 pessoas foram acolhidas em 113 centros temporários de acomodação.

O distrito de Boane, na província de Maputo, foi igualmente afectado, tendo sido criados três centros de acomodação para a população deslocada pelas cheias.

No dia 23 de Janeiro, uma equipa conjunta composta por técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do sector de saúde da Província de Maputo realizou uma visita a três centros de acomodação: Chinonanquila, Mabanja e Escola Básica 19 de Outubro (Chitevele). Durante a missão, a equipa interagiu com os responsáveis pelos centros, o Município e o INGD, estando a área de saúde integrada na equipa de gestão e responsável pela prestação de cuidados de saúde nos centros.

A OMS, em estreita coordenação com o Governo e parceiros, apoia a resposta de emergência através do pré-posicionamento de insumos essenciais (incluindo kits de cólera), da coordenação da resposta em saúde a nível nacional, provincial e distrital, e do reforço da vigilância activa, prevenção e controlo de doenças. Desde Agosto de 2024, a OMS tem vindo a reforçar os sistemas de alerta precoce e monitoria de riscos nas províncias de Gaza, Tete e Maputo, incluindo a formação de oficiais de vigilância e a distribuição de 266 dispositivos tablets para recolha e transmissão de dados em tempo real. 

Espaços improvisados para acolhimento – Centro de Chinonanquila
© WHO / Florence Erb
O centro comercial de Chinonanquila, no bairro de Boane, foi adaptado como centro temporário de acomodação para famílias deslocadas pelas cheias. Roupas são estendidas directamente no chão para secar, ilustrando as condições limitadas e a capacidade de adaptação das famílias que perderam as suas casas.
Actividades sociais e preparação de alimentos
© WHO / Florence Erb
Lojas do centro comercial passaram a ser utilizadas para actividades comunitárias e organização diária. Mulheres organizam-se para a preparação de alimentos, assegurando apoio imediato às famílias afectadas.
Protecção da saúde infantil
© WHO / Florence Erb
No que diz respeito à saúde, foi organizada uma sala para consultas e uma área ao ar livre para atendimento de grávidas, mulheres em idade fertil e consultas da criança saudável (vacinação de rotina, pesagem e rastreio de malnutrição); Doenças mais frequentes: infecções das vias respiratórias superiores e cefaleias.
Escola de Mabanja transformada em abrigo
© WHO / Florence Erb
Uma sala de aula foi adaptada como sala de consultas externas, permitindo a prestação de cuidados de saúde primários a grávidas, mulheres em idade fertil e crianças saudáveis, incluindo vacinação de rotina e rastreio nutricional.
A resposta é assegurada em coordenação entre o INGD, o sector da saúde, a OMS e pessoal militar da área de saúde, que apoia a prestação dos serviços no local.
Trabalho de equipa no terreno
© WHO / Florence Erb
A OMS avalia continuamente as necessidades de saúde, apoia a organização dos serviços e reforça a vigilância de doenças prioritárias. Os casos que requerem cuidados especializados são referenciados para a unidade sanitária ou hospital de referência.
Espaços adaptados para acolhimento das famílias deslocadas
© WHO / Florence Erb
Para permitir o acolhimento das famílias deslocadas, mesas, carteiras e cadeiras foram retiradas das salas de aula, criando espaço para dormir e para a instalação temporária das pessoas afectadas pelas cheias.
Escola Básica 19 de Outubro
© WHO / Florence Erb
A Escola Básica 19 de Outubro foi requisitada para acolher 1.440 pessoas (a 26 de Janeiro) que ficaram sem habitação na sequência das cheias. Tendas foram montadas para criar zonas de repouso e uma área clínica, assegurando a prestação de cuidados de saúde essenciais no local.
Enfermeiras estão destacadas no centro, com disponibilidade de medicamentos e kits essenciais para a resposta imediata. As Forças de Defesa e Segurança foram mobilizadas para apoiar a logística, organização do espaço e assistência às populações afectadas, em coordenação com o INGD, o sector da saúde e a OMS.
Pessoas deslocadas aguardam em fila para atendimento na clínica móvel, evidenciando a elevada procura por serviços de saúde nos centros de acomodação.
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