Nas Zonas Afectadas Pelo Ciclone IDAI Retoma Vacinação Contra Poliomielite

Quelimane, Abril de 2019 – O desastre provocado pelo ciclone IDAI cria novos desafios para as equipas de resposta ao surto de pólio, diagnosticado pelas autoridades sanitárias, a 5 de Dezembro de 2018, no Distrito de Molumbo na Zambézia, no Centro de Moçambique. 

Para responder a este surto, o Ministério da saúde decidiu organizar 3 rondas de vacinação em 26 distritos das Províncias da Zambézia (22 distritos), Nampula (2 distritos) e Cabo Delgado (2 distritos). A primeira ronda teve lugar de 17 a 21 a última ronda está programada para 24 a 28 de Abril corrente. A ronda 0 teve lugar de 30 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2019.

Na sequência da informação dada pelo Instituto Nacional de Meteorologia, sobre a ocorrência do ciclone tropical IDAI na Região Centro de Moçambique, as autoridades sanitárias e os parceiros tomaram a decisão de adiar a implementação da campanha de vacinação em 12 dos 22 distritos planificados na província da Zambézia.

Moçambique foi o país mais atingido pelo ciclone IDAI - e veio sobrepor-se à emergência da pólio que o país já estava a enfrentar.

À medida que a O Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os parceiros da resposta ao IDAI registavam fortes progressos para conter um surto de cólera na cidade da Beira, o sector da saúde e os parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite (GPEI) lançavam a Ronda 1 de vacinação contra a poliomielite nas províncias da Zambézia, Nampula e Niassa. Estas duas últimas províncias fazem fronteira com a província da Zambézia, o epicentro do actual surto de Pólio.  

Na província da Zambézia, os distritos abrangidos pela vacinação contra a poliomielite e mais afectados pelo ciclone IDAI foram Chinde e Luabo, onde vivem 25 000 crianças com menos de 5 anos. Este é o grupo com o maior risco de contrair a poliomielite.

"As chuvas e as inundações associadas ao ciclone pioraram o acesso, já difícil, à algumas áreas para alcançar as comunidades ", disse a Dra Djamila Cabral Representante da OMS em Moçambique.

“Identificámos 781 comunidades e bairros, em 24 distritos, com mais de 5% de crianças deslocadas por causa do ciclone IDAI e das inundações, o que significa que mesmo nas áreas em que fomos capazes de vacinar, o vírus pode ainda propagar-se devido à existência de um grupo significativo de crianças não vacinadas", sublinhou o Dr. Sadiq Abubakar Umar, Gestor da OMS para a emergência da pólio em Moçambique. 

Segundo a Dra Djamila Cabral, “a OMS também está preocupada com a movimentação das pessoas que se deslocam para os locais mais seguros, o que facilita propagação da pólio às outras regiões do país ou mesmo para além das fronteiras".
 

Dos efeitos das cheias e do ciclone, O Ministério da Saúde e os parceiros da GPEI têm como meta, para a esta Ronda, vacinar mais de 100 000 crianças que perderam a sua primeira dose, no Luabo e  noutros 31 povoados dos distritos de Pebane, Nicoadala, Namacurra, Inhassunge, Maganja da Costa, Mocuba e Mopeia. Logo depois, juntamente com as dos outros distritos da Zambézia, estas crianças receberão a segunda dose desta importante vacina.

 "Muitas das áreas em que as crianças precisam ser vacinadas nesta fase ainda estarão inundadas. No entanto, vamos fazer tudo para alcançar estas crianças ", referiu o Dr. Sadiq.
Para facilitar o acesso a estas áreas, o Ministério da Saúde, com o apoio da OMS, contratou barcos para aceder a zonas de difícil acesso. O surto da poliomielite em Moçambique foi diagnosticado no dia 5 de Dezembro de 2018, em Molumbo, na Zambézia, após o vírus ter paralisado uma criança, que nunca tinha sido vacinada antes.

Também foi isolado pólio (derivado de vacina do tipo 2) em amostras de fezes de mais duas crianças da mesma localidade que a criança paralisada. De salientar que está em franca recuperação com ajuda da fisioterapia
FIM/

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