O Fórum Africano de Saúde da OMS encerra com um roteiro para alcançar a cobertura universal de saúde e a segurança sanitária

Praia, Cabo Verde, 28 de março de 2019 - O segundo Fórum Africano de Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS) culminou hoje com um roteiro que os governos da região e os parceiros devem implementar urgentemente para gerir e mitigar as necessidades de saúde em África.

Acolhido pelo Governo da República de Cabo Verde e pela OMS, à procura de novas ideias e perguntas desafiadoras sob o tema "Alcançar a Cobertura Universal de Saúde e Segurança na Saúde": A África que queremos ver", o Fórum sublinhou o papel central da saúde no desenvolvimento sustentável do continente.

Os participantes, desde altos funcionários governamentais a representantes da juventude, funcionários das Nações Unidas e representantes do setor privado, reuniram-se durante os três dias para explorar como levar os cuidados de saúde universais e a segurança sanitária para o próximo nível.

No seu discurso de encerramento, S.E. José Ulisses de Pina Correia e Silva, Primeiro-Ministro da República de Cabo Verde, afirmou: "Em vários países do mundo, particularmente em África, a cobertura universal de saúde e a segurança sanitária são desafios a ultrapassar. Com uma forte consciência política e cívica, lideranças engajadas, boas parcerias para o desenvolvimento, condições favoráveis ao investimento e à atividade privada no sector da saúde e boa regulação, conseguiremos vencer estes desafios”.

A Dra. Matshidiso Moeti, Diretora Regional da OMS para África, salientou a necessidade de haver uma perspetiva africana sobre a cobertura universal da saúde: "Temos de reconhecer as necessidades específicas da região e dar prioridade a abordagens inovadoras de prestação de serviços que resultem num impacto a longo prazo e conduzam ao nosso objetivo comum de cuidados de saúde de qualidade para todos, em todo o lado.”

Como parte da cerimónia de encerramento, o Ministro da Saúde e Segurança Social de Cabo Verde, Dr. Arlindo Nascimento do Rosário, revelou uma lista de recomendações que transmitiu de forma poderosa os próximos passos que os Estados-Membros, especialmente, mas também as ONG, os parceiros de desenvolvimento e as partes interessadas do setor privado, devem levar a peito para implementar os sistemas de cuidados de saúde de que África necessita e merece.

Para levar a cobertura universal de saúde para o próximo nível, as recomendações apelam a uma ação mais rápida na construção de sistemas de saúde nacionais mais fortes e resistentes, na priorização dos cuidados de saúde primários, na garantia de que os grupos vulneráveis são alcançados e no reforço das parcerias público-privadas e num maior e mais eficiente investimento.

Uma maior preparação e prevenção dos surtos de doenças e outras emergências de saúde pública, bem como a preparação para detetar e responder quando ocorrem, e a preparação para o impacto das catástrofes naturais constituíram o elemento central das recomendações para a segurança sanitária. É necessário acelerar a plena aplicação do Regulamento de Saúde Internacional, que abrange as normas de capacidade harmonizada de todos os países em matéria de prevenção e resposta aos riscos agudos para a saúde pública, e reforçar as colaborações transfronteiriças.

As parcerias público-privadas são cruciais para melhorar tanto a cobertura universal da saúde como a segurança sanitária. Para além do apoio financeiro e técnico possível através dessas parcerias, as recomendações enfatizaram o papel essencial do sector privado no aproveitamento e intensificação das inovações para a prestação universal de cuidados de saúde.

A OMS irá trabalhar com os governos, a sociedade civil e outros parceiros para acompanhar o progresso da região no sentido da universalização dos cuidados de saúde e da melhoria da segurança sanitária.

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