Implementação Rápida da Campanha de Vacinação Contra a Cólera para a População em Risco em Moçambique

MAPUTO, 10 de Marco de 2019 - O Ministério da Saúde, em Moçambique, concluiu com sucesso uma campanha de vacinação de emergência contra a cólera, de seis dias, tendo que alcançado mais de 800 mil pessoas, em quatro distritos afectados pelo ciclone IDAI.

   

A campanha foi apoiada por cerca de 1200 voluntários da comunidade e parceiros, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), a Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC) e a Save the Children.

 

"Desde o inicio da sua preparação até ao fim, esta campanha foi uma das mais rápidas de sempre, graças à experiencia dos profissionais do Ministério da Saúde, que sabendo que havia um grande risco da cólera, fizeram um pedido rápido de vacinas logo depois que o ciclone atingiu o país", disse a Dra. Djamila Cabral, Representante da OMS em Moçambique. "O Ministério fez um excelente trabalho na organização da campanha para alcançar muitas pessoas em tão pouco tempo. A vacina oral contra a cólera é uma das medidas que permitem salvar vidas e impedir a propagação desta terrível doença".

 

A vacina oral contra a cólera, doada pela Aliança Mundial para Vacinação e Imunização

(GAVI) do stock Mundial de Vacinas contra a Cólera, chegou à Beira na terça-feira, 2 de Abril, e, em 24 horas, começou a chegar às pessoas necessitadas.

 

A vacina foi administrada às comunidades com maior risco identificadas pelo Governo - aquelas sem acesso a água potável e saneamento - nos distritos da Beira, Dondo, Nhamatanda e Buzi.

 

A adesão das comunidades à vacinação foi muito alta e a campanha foi muito bem- sucedida. As vacinas que restaram serão usadas para as outras comunidades em risco que não foram abrangidas por esta campanha inicial.

 

As pessoas desenvolvem protecção contra a cólera aproximadamente 7 dias (uma semana) após receberem a vacina. Uma dose desta vacina oral fornece cerca de 85% de protecção contra a cólera durante 6 meses.

 

"O controlo da cólera nessas áreas reduzirá o risco para o resto da população, porque menos pessoas irão disseminar o vibrião na comunidade", disse a especialista em vacinação contra a cólera da OMS, Dra. Kate Alberti, enviada à Beira para apoiar o Ministério da Saúde na organização da campanha.

 

A Ministra da Saúde de Moçambique, Dra. Nazira Abdula, reconheceu o grande apoio da OMS e dos parceiros nesta campanha de vacinação. "É muito difícil lançar uma campanha desta envergadura em apenas três dias", disse ela.

 

A Dra. Djamila Cabral da OMS acrescentou: "Esta campanha não teria sido possível sem o forte envolvimento das autoridades locais e das próprias comunidades. O número de voluntários foi impressionante e, onde quer que seja, registou-se uma adesão muito forte à vacina. Todos estiveram bastante interessados em fazer desta intervenção um sucesso para acabar com a cólera".

 

Desde que o ciclone IDAI atingiu Moçambique a 14 de Março, centenas de milhares de pessoas vivem nos Centros de Acomodação sem acesso à água potável e à um saneamento do meio adequado. O Ministério da Saúde declarou o surto de cólera a 27 de Março e, a 8 de Abril, tinha registado 3577 casos e 6 mortes.

 

A vacina contra a cólera é apenas uma ferramenta para a resposta ao surto. Actualmente, as autoridades nacionais e os parceiros internacionais criaram 12 centros de tratamento da cólera, com capacidade para 500 camas, para servir as comunidades afectadas. Os parceiros estão também a apoiar as autoridades locais no acesso à água potável e ao saneamento nos povoados e nas comunidades em toda a província de Sofala.

 

A cólera é endémica em várias partes da província de Sofala e o surto de cólera que eclodiu após o Ciclone IDAI serviu como uma chamada de atenção de que o acesso sustentável à água potável, ao saneamento e à higiene (WASH) é a solução a longo prazo para controlar a cólera. Reconhecendo que todos os casos de cólera podem ser evitados, o Grupo de Trabalho Mundial para o Controlo da Cólera está a implementar um Roteiro Mundial da Cólera até 2030, que apela aos parceiros de desenvolvimento e aos doadores para que apoiem os países a reduzir as mortes por cólera em 90% até 2030.

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